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Fábrica Rheingantz, de Rio Grande, será restaurada e aberta ao público
12/02/2020 14:00 em Novidades

As obras no prédio, em situação de abandono há quase 30 anos, começam ainda em fevereiro

 
 
Marco do início da industrialização no Rio Grande do Sul, a antiga fábrica têxtil Rheingantz, localizada na cidade de Rio Grande, será revitalizada. As obras devem começar ainda em fevereiro e serão realizadas pela Innovar Incorporações, que não deu detalhes sobre o projeto, mas informou que o espaço será aberto ao público. "O que podemos dizer é que não será um condomínio fechado. Queremos que toda a população possa usufruir e frequentar a área", assegura em nota o diretor administrativo-financeiro da Innovar, Rangel Moraes.
 
A fábrica têxtil operou por quase 120 anos no prédio, instalado em 1873, e foi uma das grandes impulsionadoras do desenvolvimento do município. 
 
Há cerca de 30 anos, a edificação está em situação de abandono, tendo sua estrutura comprometida e apresentando risco iminente de desabamento.
A empresa responsável pelas obras informa que, apesar da necessidade de renovação do prédio, o objetivo é preservar ao máximo as estruturas originais e a identidade do espaço. "Nossa principal preocupação foi preservar as características estéticas para devolver toda a beleza e importância cultural da construção", comenta Moraes.
Apesar de ter comprado os ativos da fábrica, a Innovar não comprou os objetos. O acervo encontrado na edificação - plantas originais e de obras posteriores, plantas das máquinas, moldes das peças produzidas, mostruários etc - foi resgatado pela empresa. Em nota, o coordenador do projeto Rheingantz, Ricardo Henriques, afirmou que a empresa recorreu ao Ministério Público Estadual (MPE) para obter autorização para salvaguardar os itens encontrados. A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) foi convidada a participar do processo pelo MPE.
Do município de Marau, a Innovar Incorporações arrematou os 14,6 hectares de área total da fábrica em um leilão em 2012. No dia 24 de janeiro, recebeu o alvará para o início das obras. O projeto para renovação da antiga fábrica ocupou mais de três anos de trabalho de uma equipe interdisciplinar, que contou com escritórios de São Paulo, Rio Grande e Marau.
 
Acessoria de Imprensa/Jornal do Comércio

 

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